Prática de emprestar o nome cresce

18 de Setembro de 2013
CDL-BH , AV. JOAO PINHEIRO, CENTRO DE BELO HORIZONTE-MG - INDICE
Alerta. O prejudicado é sempre quem emprestou o nome, nunca quem usou, orienta o SPC Brasil
 

BRASÍLIA. Emprestar o nome para outras pessoas fazerem compras a prazo ainda é uma prática recorrente no país. Pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que, mesmo com o crescimento na oferta de crédito no país e maior inclusão de pessoas no mercado consumidor, o percentual de pessoas que emprestam o nome cresceu de 5% dos consumidores com conta em dia em 2012 para 9% neste ano.

Além disso, os que emprestam o nome não se protegem de um eventual calote. Sete em cada dez consumidores entrevistados não se previnem quando emprestam o próprio nome para que terceiros realizem compras. Considerando apenas pessoas que estão inadimplentes, pelo menos 20% admitem ter o costume de emprestar o próprio nome a terceiros. Dentre esse percentual, 96% reconhecem que não se resguardam contra o risco de ficar com o “nome sujo”. Apenas 2% afirmaram que elaboram um contrato com o solicitante, 2% ficam com um cheque pré-datado e menos de 1% fazem uma nota promissória.

Quem não tem dívidas vencidas tem mais cuidado para manter o nome limpo. Segundo o estudo, nesse grupo 9% afirmam emprestarem o nome, e o índice dos que não se resguardam com nenhuma garantia também diminui para 69%. Desse grupo de adimplentes que emprestam o nome, 30% procuram alguma contrapartida, como firmar contrato entre as partes. Apenas 7% optam por receber um cheque pré-datado.

Nem parente nem amigo. O SPC alerta que o consumidor não deve fazem compras para outras pessoas pagarem, mesmo que o pedido parta de uma pessoa próxima, familiar, ou amigo íntimo. “Perante a lei, a responsabilidade sobre a dívida é de quem a contratou, independentemente se foi para beneficio próprio ou uso de terceiros. Em casos de CPF negativado por empréstimo de nome, não há nada que possa ser feito. O prejudicado será quem emprestou o nome. Por isso a importância de se evitar esse tipo de hábito ou de, pelo menos, se resguardar caso ele seja feito”, alerta o gerente financeiro do SPC Brasil, Flávio Borges.

“Dizer ‘não’ pode acabar com a amizade, mas se a pessoa diz ‘sim’, corre o risco de perder não somente o amigo, mas também dinheiro e ficar com o nome sujo”, alerta Borges.


Volume de crédito corresponde a mais da metade do PIB do país

São Paulo. Em dez anos, o volume de crédito elevou sua participação como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) de 24,7% em 2003 para 55,2% em 2013, segundo estudo divulgado nessa terça pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças. Administração e Contabilidade (Anefac).

As taxas de juros das operações de crédito com recursos livres estavam, em junho de 2013, em 26,5% ao ano, contra 56,7% ao ano em junho de 2003, mostrando uma redução de 30,2 pontos percentuais. No entanto, segundo o diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, as taxas de juros e spreads bancários ainda se encontram em níveis muito elevados. O spread, diferença entre o juro pago e o cobrado pelos bancos, caiu 16,5 pontos percentuais de 2003 para cá.

 

Fonte: O TEMPO

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