Bancários de BH e região decidem manter greve por tempo indeterminado
Os bancários de Belo Horizonte e região metropolitana decidiram nesta segunda-feira (23) manter a greve da categoria, iniciada na última quinta-feira (19). De acordo com nota divulgada pelo Sindicato dos Bancários de BH e região, cerca de 46% das agências da base do sindicato estão paralisadas nesta segunda.
O movimento cresceu em todos os bancos, com destaque para a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Neste quinto dia de greve, os bancários se concentraram em frente à agência Século da Caixa, na praça Sete, no centro de Belo Horizonte, onde realizaram a assembleia que definiu pela continuidade do movimento.
Previsão de mais protestos
Para intensificar a mobilização, nesta terça-feira (24), às 11h30, será realizada uma concentração em frente à agência Centro do Banco do Brasil, na rua Rio de Janeiro, 750. No local, o Departamento Cultural do Sindicato promoverá apresentação de esquetes teatrais e show com a Banda dos Bancários. Além disso, em solidariedade ao movimento de greve nacional dos funcionários dos Correios, será realizado ato conjunto das duas categorias.
Em seguida, bancárias e bancários sairão em passeata pelas principais ruas do centro de Belo Horizonte para mostrar à população as reivindicações da categoria e protestar contra o Projeto de Lei 4330, que permite a terceirização de serviços bancários sem limites. A reclamação da categoria é que o projeto do deputado Sandro Mabel (PMDB-GO) causará grandes prejuízos se for aprovado, precarizando as relações de trabalho e a organização dos trabalhadores brasileiros.
A proposta apresentada pelos bancos no dia 5 de setembro, de 6,1% de reajuste sobre todas as verbas salariais, sem qualquer aumento real, foi rejeitada pelo Comando Nacional dos Bancários ainda na mesa de negociação.
Dentre as reivindicações, os bancários pedem reajuste salarial de 11,93% (inflação mais 5% de aumento real), PLR de 3 salários mais R$ 5.553,15 fixos, piso de acordo com o salário mínimo do Dieese (R$ 2.860,21), auxílios alimentação, refeição, 13a cesta e auxílio creche/babá de R$ 678 (salário mínimo nacional) cada um, fim das metas abusivas e do assédio moral, mais contratações e fim das demissões, mais segurança, Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários, auxílio-educação para graduação e pós-graduação e igualdade de oportunidades, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
Fonte: O TEMPO