Em MG, 35% se negam a doar

24 de Setembro de 2013
por: Lucas Simões
B-GZCCI
Solidariedade. Cerca de 30 mil pessoas esperam na fila para receber um órgão, 9% delas em Minas

 

Atualmente, 35% das famílias em Minas Gerais ainda se negam a doar órgãos de familiares falecidos – número acima da média nacional, na qual a recusa acontece em 30% dos casos. Com o objetivo de reverter esse quadro e conscientizar a população sobre a carência de órgãos, que podem salvar vidas, foi lançada ontem a Semana Nacional de Doação de Órgãos, que terá programação em mais de 20 cidades até 29 de setembro. Na capital mineira, um monumento será erguido na Assembleia Legislativa para homenagear os doadores de órgãos.

 


Neste ano, a campanha vai estimular as cidades brasileiras a atingirem a meta de 13,5 doadores por 1 milhão de habitantes até o fim do ano, segundo recomendação da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), que promove a ação. Até então, apenas Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina, Ceará e Paraná cumpriram a meta. Em Minas, a média ainda é de 12 doadores por 1 milhão de habitantes – apesar disso, o Estado é o quarto com mais doadores efetivos do país, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.

Para o coordenador metropolitano do MG Transplantes, Omar Lopes, a população mineira tem se mostrado mais solidária e a tendência é o Estado conseguir atingir a meta. “Toda vez que temos alguma campanha, o número de doadores aumenta – precisamos é de mais ações. Em Minas, elas dão resultado porque as pessoas manifestam o desejo de doar, e isso é o bastante para que o processo aconteça”, frisou Lopes.

Na fila. Enquanto isso, cerca de 30 mil pessoas aguardam na fila para conseguir um transplante, sendo que 9% delas estão em Minas (2.761 pessoas). A principal demanda é pelo rim, que corresponde a 71% das cirurgias feitas em todo o país neste ano.

Segundo o médico José Omar Medina Pestana, presidente da ABTO, é natural que a demanda por órgãos seja maior que a oferta. Porém, ele avalia que a falta de informação ainda impossibilita muitas doações.

“Temos vários potenciais doadores, que não manifestaram desejo em fazer isso. Esta campanha é a oportunidade para que cada pessoa manifeste a vontade de doar órgãos aos familiares, pois só eles podem decidir isso, já que não há documento hoje que garanta a doação, apenas o aval da família. Assim, muita gente deixa de doar por não ter informado o desejo”, frisou.

 

Fonte: O TEMPO

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