Palestra no Sitipan orienta sobre como gerenciar as finanças pessoais

27 de Novembro de 2015

Gerir bem o dinheiro, sabendo economizar, cortar gastos e poupar, garante tranquilidade no presente e melhor qualidade de vida também no futuro. Quem consegue colocar tudo na ponta do lápis proporciona a segurança material necessária para aproveitar os prazeres da vida e, ao mesmo tempo, obter uma garantia para eventuais imprevistos.

 

Essa foi uma das mensagens repassadas pelo consultor Wagner Bueno Cateb, do Banco Central, durante a palestra “Eu e o meu dinheiro”, realizada no auditório do Sitipan. Estiveram presentes funcionários do sindicato e também do Sindicato dos Vigilantes de Minas Gerais e do Sindicato dos Aposentados e Pensionistas, que funcionam no mesmo prédio do Sitipan

 

Wagner Bueno orientou sobre como fazer a melhor gestão das finanças pessoas e como usar o dinheiro de forma eficaz visando atingir objetivos mais rapidamente. Para isso, o planejamento é fundamental. Se por acaso não há sobra de dinheiro, a recomendação é que se faça  revisões no orçamento  e providencie cortes, ajustes e adequações até que comece a sobrar. 


Todo cuidado é pouco na hora de comprar um produto à prestação, em função dos juros cobrados que podem, ao final, duplicar o valor do que foi adquirido. Se não houver urgência, o ideal é que a pessoa poupe durante um certo período até ter o dinheiro para o pagamento à vista.

 

Vejam algumas dicas repassadas por Wagner Bueno Cateb

 

Sonhos: os sonhos são os motivadores da vida. São aqueles desejos de conquista que nos fazem levantar cedo todos os dias e nos projetam para frente: um curso técnico ou superior, um curso de idiomas visando uma promoção, aquela viagem de férias, um carro, nossa casa própria, etc. São tão importantes para nós que por eles fazemos sacrifícios. A dica, portanto, é transformar sonhos em projetos.

 

Estabelecer metas claras e objetivas para seu projeto: este é o passo em que devemos detalhar como realizar o sonho. Procure planejar e descrever, de modo específico, as metas que deverá alcançar para que seu sonho seja realizado. Suponha que o seu sonho seja comprar um carro zero quilômetro daqui a dois anos. Uma boa alternativa é poupar todo mês uma determinada quantia, aplicando um valor mensal na caderneta de poupança, por exemplo, cuja característica é de alta liquidez.

 

Internalizar a visão de futuro trazida pela perspectiva de realização do projeto: pense em tudo aquilo que a realização do sonho lhe trará de bom. Pense nos prazeres que você terá. Veja-se com o produto ou no lugar em que você sonha estar. Sinta-se com o sonho realizado. Essa atitude lhe dará motivação para seguir o caminho em busca da concretização do seu sonho.

 

Escolhas - equilíbrio ente emoção e razão: a realização de sonhos não acontece por acaso, mas é fruto de escolhas que fazemos para torná-los reais. Há momentos em que tomamos atitudes ou efetuamos escolhas com base exclusivamente nas emoções. Não se pode dizer que isso, a princípio, seja bom ou ruim, mas, em regra, é importante cuidar para que nossas escolhas equilibrem emoção com razão.

 

Vivemos em uma sociedade voltada para o consumo e, por vezes, passamos a desejar um produto de que não precisamos. No processo de escolha, a emoção e a razão funcionam como dois lados de uma balança que devem manter-se equilibrados.

 

Necessidade e desejo: outro aspecto importante é, ao fazer escolhas, saber distinguir desejo de necessidade. Pode-se definir necessidade como tudo aquilo de que precisamos, independentemente de nossos anseios. São coisas absolutamente indispensáveis para nossa vida. Por sua vez, os desejos podem ser definidos como tudo aquilo que queremos possuir ou usufruir, sendo essas coisas necessárias ou não.

 

Os desejos não são ruins. Eles nos dão prazer e determinam aquilo que queremos para o nosso futuro. O problema surge quando começamos a tratar os desejos como se fossem necessidades. Caso comecemos a pensar assim, colocamo-nos em uma situação de difícil controle. Isso porque os desejos são ilimitados, porém os recursos são limitados.

 

Orçamento pessoal e familiar: orçamento pode ser visto como uma ferramenta de planejamento financeiro pessoal que contribui para a realização de sonhos e projetos. É importante que toda movimentação de recursos financeiros, incluindo todas as receitas, despesas e investimentos, esteja anotada e organizada.

 

O orçamento financeiro pessoal oferece uma oportunidade para avaliar a vida financeira e definir prioridades que impactam a pessoal. O orçamento vai nos ajudar a: conhecer nossa realidade financeira; escolher os projetos; fazer o planejamento financeiro; definir prioridades; identificar e entender hábitos de consumo; organizar a vida financeira e patrimonial; administrar imprevistos.

 

Como sair das dívidas: é possível sair de uma situação de superendividamento, mas isso exigira algumas atitudes firmes e necessárias:

 

  • Tomar consciência da situação: esse é um passo fundamental para a saída do endividamento. Nesse momento, não nos conformamos com a situação incômoda das dívidas e sentimos a clara necessidade de buscar uma saída.
  • Mapear as dívidas: significa conhecer o real tamanho do problema. E conhecer as dívidas é exatamente mapear detalhadamente as informações importantes: os valores das dívidas, os prazos para pagamento, as taxas de juros que está pagando etc. De posse de todas as informações, torna-se mais fácil a busca de alternativas para a saída do endividamento.
  • Compartilhar as dificuldades com pessoas que já passaram por situações semelhantes: Compartilhar experiências é um passo importante para ajudar a sair do endividamento.
  • Não fazer novas dívidas: esse é o momento de reorganização da vida financeira e fazer dívidas nessa hora é realimentar um ciclo negativo, dificultando a saída do endividamento. Não fazer novas dívidas é, então, uma prioridade, um desafio a ser vencido por quem se encontra endividado e realmente quer sair do endividamento.
  • Renegociar as dívidas: negociar condições mais vantajosas para o pagamento das dívidas é outro aspecto fundamental para a saída do endividamento. Essa é a hora de procurar trocar dívidas que pagam juros elevados por dívidas com juros menores.
  • Negociar os prazos: também pode ajudar na reorganização financeira do endividado.
  • Reduzir gastos: outra ação imprescindível para a saída do endividamento é o corte de gastos. Sobre o assunto, vale a pena refletir sobre os três tipos de gastos.

 

1)    Necessários: são os gastos considerados imprescindíveis. Exemplos: alimentação, moradia e vestuário. 2) Supérfluos: são os gastos que geram bem-estar e estão ligados mais aos desejos que às necessidades. Exemplos: restaurantes, TV a cabo e roupas de marca. 3) Desperdícios: são os gastos que não geram bem-estar nem estão ligados às necessidades ou aos desejos. Exemplos: multas, pagar por algo e não usar, esquecer luz acesa ou a torneira aberta.

Gerar renda extra: muitas vezes nosso orçamento já está no limite suportável e, ainda assim, encontra-se deficitário. Adicionalmente à minimização dos nossos gastos, podemos avaliar uma alternativa de ampliar a nossa renda. Procure identificar áreas e serviços em que tenha habilidades, para gerar renda extra e complementar o seu orçamento. Além disso, muitas outras opções podem proporcionar uma boa renda extra: colocar em prática dons artísticos ou dons culinários, fazer horas extras etc. Tudo isso pode ser uma boa alternativa para a saída do endividamento e, quem sabe, até se tornar uma nova opção de vida.

 

Saiba mais: O Banco Central disponibiliza, em seu site, várias informações e ferramentas para ajudar a cuidar das finanças pessoais, como tabelas, calculadoras etc.

 

Cidadania financeira (www.cidadaniafinanceira.bcb.gov.br);

calculadora do cidadão (www.bcb.gov.br/?calculadora);

ferramentas úteis (www.vidaedinheiro.gov.br/ferramentas-uteis.html)

Avenida Amazonas, 491, sala 912, CEP: 30180-001, Belo Horizonte/MG - Telefone: (31) 3110-9224 | (31) 98334-8756